O que a Bíblia fala sobre a criação dos filhos: Uma introdução

A. Introdução

1. Concepção até nascimento
A vida duma criança começa no momento da concepção, e a partir daquele momento os pais têm a responsabilidade por aquele filho. No Salmo 139.13-15, o Espírito Santo revela que Deus já conhece aquela criança no ventre da mãe. Em Lucas 1 lemos que a criança noventre já pode louvar ao SENHOR (veja Lucas 1.42-45). Por isso, cristãos odeiam o aborto, reconhecendo que isto é assassinato. A criação dos filhos começa quando o bebê está no ventre – a mãe come e bebe somente coisas saudáveis, para de beber álcool e evita situações perigosas, e o pai respeita as necessidades da mãe e cuida dela atenciosamente. 2. O período infantil
E então, depois vários meses, a mulher dá à luz um filho, e naquele momento o filho requer mais atenção. Durante os primeiros meses, o filho é muito dependente da mãe para alimentação, mas também é dependente de ambos dos pais para atenção, ajuda e amor. O filho ficará dependente do pai e da mãe durante os próximos anos, nos quais o pai e a mãe o ensinarão como comer, beber, andar, fazer xixi no vaso sanitário, tudo… e então chega o primeiro dia da escola.

3. O período de estudar na escola
Nas escolas os nossos filhos aprendem várias coisas dos professores mas também dos outros alunos (valores intelectuais, morais, religiosos) e naquele período o filho torna-se cada vez mais independente. E então, os pais têm de aprender de novo como lidar com o seu filho, o que é necessário para ele; e as mudanças e perguntas continuam até o dia em que o filho casar-se ou partir da casa.

4. O período depois da saída da casa dos pais
E depois do casamento, os pais ainda têm uma responsabilidade? Sim, têm! Os pais sempre falam com os seus filhos, dando conselho, encorajando-os a andar no caminho da fé, chamando a atenção aos feitos maravilhosos de Deus, e sendo exemplos de pais cristãos.

É claro que quando falamos sobre a criação dos filhos, falamos sobre um trabalho de uma vida inteira. Então vamos considerar alguns princípios que governam a criação dos filhos.

 

B. O estado dos filhos aos olhos de Deus

1. No mandato original do SENHOR (Gênesis 1.28)
Quais são as primeiras palavras que falou Deus ao homem? Veja o primeiro capítulo da Bíblia – nos primeiros 5 dias Deus falou mas o homem ainda não havia sido criado – então estudemos o sexto dia que começa no versículo 24; aí lemos que Deus fez os animais; no versículo 26 lemos que Deus decidiu criar o homem; no versículo 27 lemos que “criou Deus pois o homem à sua imagem, a imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”; agora, veja as primeiras palavras que Deus falou ao homem e à mulher em versículo 28: “Sede fecundos . . . multiplicai-vos, enchei a terra . . .” Deus mandou o homem e a mulher produzir filhos, ter uma família, e encher a terra. Na perfeição da criação, Deus já colocou um grande ênfase nos filhos – as primeiras palavras que ouviram Adão e Eva. Então, falando de forma geral, podemos dizer que Deus valoriza os filhos. O plano dele antes da queda envolveu os filhos: filhos pertencem ao mandato original do homem.

Notemos o seguinte:

1.1. Pertence ao casamento ter crianças
Quero notar que Deus ordenou o casal a ter filhos – não a mulher sem o homem, e não o homem sem a mulher. Assim como o homem precisa da sua mulher para que seja completo e capaz de realizar sua tarefa no mundo (Gênesis 2.18), também o filho precisa de ambos os pais para crescer de forma completa. Por isso, quero começar a dizer que não é normal ou natural ter filhos que são criados por um só pai – a igreja tem que cuidar dos órfãos, mas também dos filhos que não têm pais, e os filhos que não têm mães – outros homens têm que tornar-se pais, e outros mulheres têm que tornar-se mães.

Os filhos pertencem aos casais – Deus defende este princípio (e também defendeu a vida das crianças quando disse no sétimo mandamento: não adulterarás) – adultério e fornicação são muito ruins para as crianças. Vejam as situações: crianças que são abandonadas pelas suas próprias mães e pais! Que vergonha! Mas, acontece! Vamos começar por ensinar e respeitar os mandamentos – e até mesmo a vida das crianças melhorarão.

1.2. Obedecemos o mandamento do SENHOR quando, como casais, temos filhos; há uma responsabilidade ter crianças.
Às vezes falamos como se fosse nossa a decisão de ter filhos ou não. Só quero dizer que esta escolha vem das imaginações dos homens. As primeiras palavras do SENHOR foram: “Sede fecundos…” Notamos que este é um mandamento que nunca foi retirado.

1.3. Os filhos dos homens, como Adão e Eva, não somente são imagens dos seus pais, mas também são imagens do SENHOR (veja v. 27, Gênesis 5.1-2; 9.7).
Deus explicou que o homem tem uma posição alta na sua criação. Salmo 8.5 diz que o homem está um pouco menor do que Deus, e de glória e de honra o Senhor o coroou. Gênesis 1.27 e 5.1-2 dizem que o homem foi feito à imagem do Criador, e Gênesis 5.3 diz que Adão gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem. O ponto é que os nossos filhos são seres humanos, que têm mais capacidades do que os animais, que podem pensar, analisar e glorificar Deus, que foram criados serem representantes do Criador aqui no mundo. Todos os filhos dos homens recebem esta vocação e chamada. Se eles não servem a Deus, estão lutando e brigando contra a vontade do seu Criador, aquele que devem representar na terra.

1.4. Os pais têm a responsabilidade de criar os seus filhos, para que continuem o mandato de ter filhos, sujeitar o mundo, e descansar na adoração do SENHOR (Gênesis 1.27-28, 2.1-4, 8-25).
Deus mandou que o homem e a mulher tivessem filhos no contexto do mandato.
Os filhos partilham no mandato. Adão e Eva tinham que reconhecer que os seus filhos continuariam a tarefa que eles começaram. Se Adão viajasse a um país próximo, os seus filhos deveriam viajar para um outro, e os seus netos para o próximo, sujeitando o mundo. Então as três coisas mais importantes foram explicadas já no início. Realmente o nosso mandato é muito simples, e podemos dividir a nossa vida em três categorias: casamento, trabalho e descanso. E os pais devem ensinar os seus filhos sobre como eles podem continuar a glorificar ao Seu Criador nessas três áreas. Os pais ficam responsáveis por este ensino:

1. O casamento (Gênesis 1.27, 28; 2.18-25; 9.1) – coisas morais, contentamento, como lidar com mulheres/homens, tem a ver com as roupas, a música, respeito, comunicação apropriada, os papéis do homem/mulher, amor sincero, sexo, localizando o homem ou a mulher fiel;

2. O trabalho (Gênesis 1.28, 2.8-17)– preparação para trabalho no mundo, capacidades, atitudes, entendimento do mundo, conhecimento das várias coisas, sabedoria.

3. O descanso (Gênesis 2.1-4) – o dia de descanso é a coroa da semana inteira, sempre preparamo-nos para este dia, ensina sobre a pregação, sobre os oficiais, sobre a aplicação desta pregação, sobre o estudo bíblico.

2. Deus usa os filhos dos crentes para edificar a sua igreja (Gênesis 3.15-16).
Depois da queda no pecado em Gênesis 3.1-7, todo o mundo tornou-se filho do diabo, e todos mereciam morrer sem esperança. Naquele momento, os pais e os seus filhos estavam debaixo da ira do Criador. Mas na sua graça e misericórdia, o Senhor fez uma distinção entre os filhos da promessa e os filhos do diabo. Todos têm Eva como mãe, e por natureza todos são condenáveis e merecem a morte, mas Deus na sua misericórdia disse que salvaria alguns deste mundo, separando-os dos filhos do diabo. Como Deus prometeu trazer salvação ao mundo? Através de um dos filhos de Eva! Deus usou a continuação e a criação dos filhos para cumprir a sua promessa (Ele falou sobre o descendente de Eva em Gênesis 3.15). E então, na sua misericórdia, o Senhor disse que permitiria que a mulher e o homem continuassem a mostrar obediência ao seu mandato. Eles poderiam continuar a ter filhos, só que começariam dores na gravidez e no momento do nascimento. E essa era uma tarefa muito importante! Deus traria salvação por meio dos filhos dos crentes. Existem duas linhagens – e Deus usaria a linhagem dos crentes para continuar a igreja.

Veja o que aconteceu: Caim e Abel eram filhos de Eva. Mas lemos em 1 João que Caim era do diabo, e ele mostrou isto quando matou o seu irmão. Abel era da linhagem da promessa – e parece que ele não era o descendente que esmagaria a cabeça do diabo. Então Adão e Eva tinham mais um filho, Sete. E começaram as duas linhagens. Caim e a família dele viviam uma vida bem sucedida: eles desenvolveram a cultura de várias maneiras . Sete e a sua família desenvolveram a cultura também, por adorar a Deus (Gênesis 4.25). Percebemos que os filhos da promessa separam-se pela conduta piedosa e pela adoração do SENHOR. Qual linhagem era mais fiel no desenvolvimento da cultura? Com certeza era a linhagem de Sete porque eles trabalham dentro a vontade do SENHOR.

Notamos o seguinte depois da queda:

2.1. Os pais ainda têm a responsabilidade ter filhos, e ensiná-los sobre as três coisas: casamento, trabalho, e descanso.
A responsabilidade dos pais permaneceram depois da queda. O mandato não sofreu
nenhuma mudança – exceto pelo fato de que agora haveria mais desobediência. Todos que estão aqui hoje à noite, cristãos ou não, têm a responsabilidade de criar filhos nestas três áreas.

2.2. Existem pais que negam a responsabilidade, porque são filhos do diabo, e Deus vai punir a eles e aos filhos desta linhagem de rebelião.
Agora reconhecemos que há muitas tristezas nas famílias no mundo por causa da queda. As duas linhagens, incluindo os que desprezam ao SENHOR, possuem famílias. Mas a linhagem do diabo não têm o desejo glorificar a Deus – eles têm várias ideias sobre o propósito dos filhos, e a sua responsabilidade… mas não criam os seus filhos no temor de Deus. O ponto é que a gente não pode confiar nas colocações de todos os livros disponíveis; não podemos confiar nas filosofias que governam a educação dos nossos filhos nas escolas – cristãos têm princípios diferentes. Além disso, se fomos criados por descrentes, nem sempre é bom seguir o mesmo caminho estabelecido por nossos pais.

2.3. Existem pais que amam ao SENHOR. Eles entendem que Deus usa os seus filhos para a construção e edificação da Igreja de Cristo.
Os pais que amam ao SENHOR têm filhos em obediência ao mandato, mas eles sempre esperavam que o Senhor use o seu filho para lutar contra o diabo e servirem como reis no reino de Paz eterna. Em primeiro lugar, o SENHOR quer que o seu povo crie os seus filhos para serem cristãos! Cristãos! Não engenheiros, não professores, não eletricistas… a coisa mais importante na vida não é o fruto do trabalho, que é dinheiro… mas o fruto do Espírito Santo que é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, e domínio próprio.

Os pais cristãos sempre pensam sobre a Igreja do Cristo! Eles ensinam os filhos nas doutrinas da graça em Cristo, eles mostram que todos têm a responsabilidade de mostrar amor para com a comunhão dos santos, eles oram para que os seus filhos possam exemplificar a vida de gratidão, e refletir o amor de Cristo no seu casamento, trabalho e descanso. Os pais cristãos entendem Gênesis 4 muito bem. Quem mais estava desenvolvendo a cultura e o mundo? Os filhos de diabo com os seus grandes feitos (instrumentos, ferramentas, fazendas), os filhos do diabo que estavam assertivos e agressivos, ou os humildes, obedientes homens de Deus que entenderam que o desenvolvimento da cultura envolve a adoração do SENHOR? Os pais cristãos reconhecem que só a igreja de Cristo vai continuar eternamente, só os feitos dos fiéis são estabelecidos (Salmo 91), só o trabalho na Igreja é trabalho eterno. Isto é a prioridade em nosso coração, quando alguém me pergunta: “qual ocupação você deseja para o seu filho?” Sempre vou responder: que ele seja um cristão! Que ele case-se com uma cristã, que ele trabalhe de forma cristã, e que ele descanse na adoração do SENHOR de forma cristã – isto é o básico…

2.4. As famílias da promessa adoram o SENHOR em conjunto.
Por isso, cristãos sempre querem adorar o SENHOR em conjunto. Desde a
infância, os pais devem ensinar os seus filhos com boas rotinas de oração e leitura da Bíblia várias vezes durante o dia. Os pais devem levar os seus filhos ao templo do SENHOR, para adorá-lo em conjunto. Veja as consequências de crer que Deus é o Senhor e Salvador. O SENHOR encorajou os pais a falar com os seus filhos sobre as festas religiosas. Os filhos viriam com eles (Deuteronômio 6.20; 32.7; 4.6, 21); Salmo 122 chama todos a ir à casa do SENHOR; Jesus Cristo foi à Jerusalém com os seus pais para adorar o SENHOR na páscoa (Lucas 2.42).

3. Os filhos dos crentes são incluídos nas promessas dos seus pais.
A Bíblia fala também sobre a aliança de amor entre o SENHOR e o seu povo (os filhos da promessa). Na sua misericórdia, o SENHOR vivia numa aliança de amor com Adão e Eva, e os seus filhos fiéis. Esta aliança foi estabelecida entre o SENHOR e os crentes e os filhos dos crentes. Vemos isto já em Gênesis 6. Quem entrou na arca? Várias vezes o texto diz: Noé e a sua esposa, e os seus filhos e as esposas deles. A família de Noé tirou proveito da obediência de Noé – foram incluídos, entraram na arca, escaparam da punição dos ímpios, continuaram a viver depois do dilúvio.

O SENHOR explica mais sobre a aliança em Gênesis 17.7, dizendo que a promessa da salvação (que chega através os filhos dos crentes) pertence a todos os crentes e os seus filhos. Os filhos dos crentes já têm as promessas da salvação em Cristo. Atos 2.39 deixa claro: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”. E, de novo, lemos em 1 Coríntios 7.14 que os filhos num casamento misturado (no qual ou o pai ou a mãe não crê), “são santos” por causa da aliança. A promessa fica com os filhos da aliança, eles são separados do mundo, eles são diferentes; com respeito os filhos dos crentes, Deus diz: “esta criança é minha”!

O que significa o batismo? É uma marca ou sinal das promessas do SENHOR; uma marca do relacionamento de amor que é a aliança. A Bíblia deixa claro que todos que são membros da aliança devem receber esta marca. Quando os filhos das crianças pertencem à aliança? Essa é uma escolha própria, quando decidirmos aceitar Jesus Cristo? Não, quando Deus nos escolheu, isto é, antes da formação do mundo, muito até antes do nosso nascimento (Salmo 139), então recebemos esta marca da aliança ainda bebês. Entramos na aliança no momento da concepção, e recebemos o sinal deste trabalho gracioso do SENHOR já no começo.

As Igrejas Reformadas reconhecem as conseqüências desta situação. Os nossos filhos têm as promessas ricas do SENHOR – e os pais têm uma responsabilidade de explicar estas promessas às crianças.

Notemos:

3.1. Pais cristãos reconhecem que são responsáveis pela educação completa dos seus filhos (Deuteronômio 6, Salmo 78, Provérbios, Efésios 6.1-4).
Muitas vezes acontece que os pais deixam a sua responsabilidade com outros. Já falamos sobre as três áreas de ensino: casamento, trabalho, descanso. Agora, por natureza, os pais reconhecem estas áreas mas fazem uma distinção e uma divisão entre estas três partes. Eles dizem que o assunto de casamento (educação moral) fica com eles, que o assunto de trabalho (educação intelectual) fica com as escolas, e que o assunto de descanso (educação religiosa) fica com a igreja. Então se o seu filho aprender alguma mentira sobre Jesus na sua igreja, eles acham que a responsabilidade fica com a igreja; se o seu filho aprendem ideias evolucionistas sobre a criação do mundo, os pais acham que a responsabilidade fica com a escola; mas, isto é certo? Quem é responsável pela educação dos seus filhos? Quem é responsável por saber se as escolas ensinem aos seus filhos sobre liberdade sexual, evolução, e a existência de muitos deuses? Quem é responsável? Os pais! Os pais!

Veja os textos:

Deuteronômio 6.4-8
a) educação formal – assentado em tua casa; veja também
Provérbios 1.4, 8, 10, 15; 2.1 . . .5, 3.1, 2, 11; 4.1-5, 10, 20:
i) Provérbios fala sobre sabedoria — o que é sabedoria? Não é
conhecimento, mas a capacidade de fazer sua tarefa (qualquer tarefa) para a glória do SENHOR;
ii) Notamos a responsabilidade da mãe e do pai.
b) educação informal – andando pelo caminho, ao deitar-se, e ao
levantar-se:
i) aqui falando sobre a presença de ambos dos pais;
ii) falando sobre instrução do trabalho – nas ações si mesmas;
iii) adorando a Deus.

Salmo 78.1-8
A responsabilidade fica com os pais, até para com os seus próprios netos. Se seus netos não conhecem o SENHOR, quem é responsável em primeiro lugar? Sim, os pais que não ensinaram a seus filhos, mas, também os avós que não ensinaram os pais dos seus netos! Notemos o versículo 5: “e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos”.

Efésios 6.1-4
Os filhos têm que aprender como honrar e respeitar os seus pais, para que o povo desfrute a bênção do SENHOR. Mas notamos aqui o que Paulo fala aos pais: “Não provoqueis vossos filhos à ira” (está falando sobre inconsistência, e falta de amor e humildade), “mas criai-os na disciplina e na admoestação do SENHOR”.
Reparem nessas duas coisas: disciplina (tem a ver com instrução) e admoestação (tem a ver com exortação e punição). Colossenses 3.21 explica que os filhos não devem ficar desanimados, por causa das ações dos seus pais.

O que significa a palavra “disciplina”? Veja os provérbios 3.11-12, 5.12, 23; 6.23; 10.17; 12.1; 13.18, 24; 15.5, 10, 32; 19.18; 22.15; 23.13, 23, 29.17.

Gosto muito da palavra “criar” – tem a ver com uma planta. Colocamos a semente na terra e então? Deixamo-la? Não. Cuidamos desta planta, molhando-a, transferindo-a dum vaso menor para um vaso maior. Teremos uma preocupação contínua, se quisermos uma planta saudável. Paulo fala a mesma coisa sobre os nossos filhos – eles precisam dos nossos cuidados contínuos.

3.2. Pais cristãos querem ensinar os seus filhos nas promessas que têm. Quais são as promessas, exatamente? Vejamos:

C. O Filho de Deus e os nossos filhos na Nova Aliança

Para a igreja, o povo do SENHOR no novo testamento, a promessa é que Jesus Cristo salvou-nos do juízo do Deus Santo. Ele é o descendente de Eva prometido em Gênesis 3.15, por quem cada mãe no antigo testamento esperava. Ele morreu na cruz mas venceu a morte, e Ele iniciou a nova aliança na qual está claro que Deus nos salvou pela obra de Cristo e por causa desta obra a natureza da igreja é muito diferente. O Filho de Deus mudou a situação para nós e os nossos filhos – agora a situação é muito clara. Agora temos evidente esperança, porque a obra de Cristo foi feita.

Gostaria de usar o resumo destas promessas que foi feito por nossos antepassados no século XVI na Forma para administrar o santo batismo aos filhos dos crentes. Veja as promessas da aliança na forma do batismo:

O santo batismo confirma e sela que os nossos pecados são lavados por Jesus Cristo. Conforme Cristo ordenou, somos batizados em nome de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Ser batizado em nome do Pai, significa que Cristo nos declara e garante, que o Pai faz uma eterna aliança de graça conosco. Ele nos adota como seus filhos e herdeiros. Por isso, Ele nos providenciará todo bem e desviará todo mal ou o transformará em nosso bem.

Ser batizado em nome do Filho significa que Deus Filho nos garante que Ele nos lava e purifica por seu sangue de todos os nossos pecados. Ele nos une consigo na sua morte e ressurreição. Assim somos libertos dos nossos pecados e considerados justos perante Deus. Ser batizados em nome do Espírito Santo significa que Cristo nos garante, por este Sacramento, que o Espírito Santo quer habitar em nós e quer nos tornar membros vivos de Cristo. Porque o Espírito nos dá o que temos em Cristo, a saber: O lavar dos nossos pecados e o renovar diário da nossa vida. Assim, finalmente sem mancha, herdaremos a vida eterna e um lugar na Assembléia dos eleitos.

E então, para resumir as promessas da aliança que foram sinalizadas pelo batismo:

1. Cada filho de homem é concebido e nascido em pecado e por isso é sujeito a toda sorte da miséria, até mesmo a condenação
– está falando sobre a situação de todos as crianças, por causa da queda;
2. Os crentes crêem no ensino do Novo e Antigo Testamentos, e são membros ativos da Igreja de Cristo, aqui no mundo;
3. Os filhos dos crentes, portanto, são santificados em Cristo – o filho de Deus veio ao mundo, e pela sua obra, nos resgatou, nos salvou, e nos adotou para sermos filhos de Deus vivendo na nova aliança.

Veja agora o que os pais prometem na sua resposta à terceira e quarta perguntas:

Os pais “prometem e assumem a responsabilidade, como pais desta criança de instruí-lo no ensino já mencionado, logo que for capaz de entendê-lo”, e também prometem “fazer todo o possível para que esta criança seja instruída naquele ensino”.

D. Resumo e aplicação dos princípios

1. Todos os casais, sejam cristãos ou não, têm a responsabilidade de ter crianças (no mandato da criação), e a mãe e o pai, os dois, têm a responsabilidade criar os seus filhos.

1.1. A Bíblia disse que os pais devem ter crianças (Gênesis 1.28; 9.1)
1.2. A criação é a responsabilidade de ambos os pais (Gn. 1.28, Ef. 6.4)
O pai não pode negar os seus filhos. Se tiver trabalho, deve tentar passar o
tempo livre com a sua esposa e os seus filhos. A mãe não pode deixar a disciplina dos filhos com o pai – os dois decidem sobre a forma da disciplina, os dois aplicam a disciplina, os dois concordam sobre a instrução dos seus filhos.
1.3. Paulo usa a palavra “criação” (Ef. 6.4)
Os filhos precisam de atenção contínua, assim como uma semente no solo que
cresce e amadurece. Os pais tratam os filhos de forma diferente, a depender da idade e capacidade de cada filho. Veja, um agricultor não procura fruto numa semente, pois sabe que por muitos anos ele terá que fazer todo o trabalho, e somente depois de algum tempo pode esperar fruto. Não exija coisas dos bebês e das crianças que eles não possam produzir.

2. Todos os pais, sejam cristãos ou não, têm a responsabilidade natural de proteger, alimentar e encorajar os filhos

2.1. Não prejudiquem seus filhos (6º mandamento)
Não há diferença para os pais descrentes. Existem leis que exigem que o pai ou a mãe não prejudiquem os seus filhos. Os médicos não podem fazer abortos; os pais não podem machucar os seus filhos. Mas o prejuízo físico é somente uma parte pequena da questão – porque acontece que os pais prejudicam os seus filhos emocionalmente também (por gritar, envergonhar, escarnecer, e humilhar). Não podem falar assim às crianças. E os pais prejudicam os seus filhos espiritualmente também, por não ensiná-los sobre o SENHOR e as promessas da graça.

2.2. Trabalhem para suprir as necessidades físicas (Mt. 7.9-12; Lc. 11.11-13)
Às vezes os pais acham que se não comprarem todas as novidades para os
seus filhos, estarão em falta. Mas o que crianças precisam? As necessidades físicas: comida, cama, e as roupas. E então, antes de casarem-se, o homem e a mulher devem assegurar-se que terão condições de suportar os filhos futuros com estas necessidades básicas. Às vezes, isso vai requerer sacrifícios pessoais, mas acho que todos que são membros de igrejas fiéis com diáconos e uma comunhão dos santos podem suprir as necessidades básicas para os seus filhos. Então, os pais devem trabalhar com diligência para sustentar a família.

2.3. Trabalhem para suprir as necessidades emocionais
Não há diferença para os pais descrentes – todo mundo tem a responsabilidade de mostrar amor e respeito às crianças que recebeu de Deus. Mostramos este amor e respeito com as nossas palavras, e pelo desejo de encorajá-los, e prepará-los para a vida no mundo. Os que realmente amam os seus filhos, mostrarão o caminho da vida eterna em Cristo Jesus – porque neste caminho há paz, alegria, e confiança em tudo.

3. Os pais devem ensinar aos seus filhos como servirem a Deus neste mundo:

3.1. O mandato
i) No casamento e na continuação da raça humana
ii) No seu trabalho no mundo
iii) Na adoração do SENHOR

3.2. Tudo isto é responsabilidade dos pais
O ensino dos professores nas escolas, o ensino dos pregadores na igreja, e o
ensino dos famosos na televisão sempre tem que ficar debaixo da direção e controle dos pais. Eles são os responsáveis até mesmo quando usarem outros para ajudá-los. Se meu filho não sabe a diferença entre Jesus Cristo e Pai Noel – a responsabilidade é minha. Se meu filho acha que a evolução é certa, a falha é minha. Se meu filho cresce sendo um menino descontente e ganancioso por causa da influência dos comerciais na televisão – é minha a culpa. Se minha filha acha que não há problema em cometer adultério porque todos nos programas da televisão fazem isto… é minha responsabilidade. Os pais devem assegurar-se de que os filhos sempre tenham uma fonte da informação segura – e se não é informação da Bíblia, se os filhos aprendem coisas que estão fora da vontade do SENHOR, então eles aprendem as coisas do diabo. Tome cuidado!

3.3. Os meios

3.3.1. Leitura da Bíblia e preparação para o envolvimento na igreja
A Bíblia fala sobre o trabalho do SENHOR para conosco. Leiam a
Bíblia na sua casa. Falem sobre a leitura. Apontem as coisas interessantes. Encorajem a conduta cristã. Eu desafio você a ler a Bíblia com os seus filhos ou netos três vezes por dia. Tenha uma regra: não posso comer alimento físico, se não receber o alimento espiritual.

Você mostra seu amor a Deus ao ler a Bíblia, seus filhos veem isto e aprendem como mostrar amor; você aprende mais sobre Deus, e também seus filhos aprendem mais sobre Deus; você desfrutará um período de calma na sua vida, em oração e leitura, e seus filhos desenvolverão a mesma rotina.

3.3.2. Disciplina no lar (Provérbios; Efésios 6.4)
Paulo falou sobre disciplina e admoestações em Efésios 6.4 e ele
continua a instrução dos provérbios que já consideremos. Como disciplinar? Cada pessoa tem ideias diferentes mas existem princípios gerais que quero compartilhar com vocês:

3.3.2.1. Ter regras claras e limites definidos
a. Poucas regras
Ex. regra do respeito, amor, alegria
b. Regras explicadas em todos os contextos
Ex. quando brincar, estudar, etc.
c. Crianças gostam dos limites definidos
Ex. o que pode fazer, e o que é demais

3.3.2.2. Nunca discipline num moneto de ira
a. Tem que esclarecer se a criança quebrou uma regra conhecida
Ex. Sua filhinha sabia que máquinas de fotos não são brinquedos?
b. Tem que ouvir a explicação do filho
Ex. Muitas vezes há motivos laudáveis e corretos que eles não sabem
alcançar dentro os limites:
“Bati no meu irmão porque ele tentou rasgar o livro”
“Entrei na cozinha com os pés sujos porque queria lhe dar as flores”
c. Tem que dar uma punição proporcional ao pecado
Ex. Ruim: “Tem que ficar em casa para três semanas por causa disso…”
Ruim: “Você nunca mais vai jogar futebol com seus amigos!”
Melhor: “Dê-me a espada que usou para bater seu irmão por enquanto.
Amanhã, se você explicar o uso apropriado desta brincadeira, vou devolvê-la” (punição e instrução).

3.3.2.3. Disciplina = instrução
a. Deve mostrar uma opção melhor para o seu filho
i. Às vezes é simples e imediato: prevenir uma ação
Ex. Impedir o filho de entrar na rua com muito trânsito.
Instrução: Evite lugares perigosos.
ii. Às vezes é um processo: ensinar uma ação
Ex. Se o seu irmão fizer algo errado, fale conosco em primeiro lugar.
b. Deve explicar a regra e o princípio de novo (respeito, obediência, alegria)
c. Deve encorajar o seu filho, notando quando ele faz certo também

3.3.2.4. Não provoqueis à ira… consistência
a. Todo mundo precisa de consistência
Reclamamos quando o governo tem regras que ele mesmo não obedece… quanto mais nas nossas famílias?
b. Se você explicou a consequência duma ação, tem de agir
i. Deus fez assim no jardim do Éden (Gn. 2.17, Romanos 6.23)
ii. Não pode prometer mais punição do que a que você dará

3.3.2.5. Disciplina funciona num contexto de amor
a. Os pais disciplinam seus filhos porque os amam
Filhos precisam de ajuda e
os pais que negam a disciplina não amam os seus filhos
b. Os pais mostram este amor no processo da disciplina
Dar um abraço nos
seus filhos depois da explicação da disciplina e quando acabar a punição.
c. O amor dos pais não é baseado na conduta dos filhos
Eles devem
obedecer porque este deve ser o desejo dos seus corações e não para que mamãe
fique feliz.

3.3.3. Os meios: Educação informal (Deuteronômio 6, Salmo 78.1-8)
Nas três áreas:
a) Casamento – vai demonstrar a natureza do amor abnegado de Cristo no
seu próprio amor de uns para com os outros; vai falar sobre casamento quando lermos sobre os casamentos na Bíblia (e ouvirmos pregações neste assunto); vai falar sobre casamentos quando encontrar problemas no seu casamento ou no casamento dos amados; vai falar sobre casamento e relacionamentos quando os seus filhos alcançarem a puberdade e precisarem de orientação; vai falar sobre casamento quando seus filhos formarem relacionamentos com outros. Estas oportunidades sempre se levantam e os pais, reconhecendo sua responsabilidade, têm que falar sobre estes assuntos.

b) Trabalho – vai mostrar a atitude correta para com o trabalho pelas
suas palavras (se você vive reclamando do peso do trabalho, e tem ódio ao trabalho… o que seus filhos acharão?), você pode ensinar seus filhos a fazer as coisas que você sabe fazer – cozinhar, mexer com carros ou computadores, cuidar dos animais, criar plantas; você pode compartilhar as informações sobre o governo, a situação internacional, a arquitetura dos prédios, a história do seu país, enfim, todas as coisas que aprendeu em sua vida. Os pais e os avós devem compartilhar de forma informal com os seus filhos; os pais devem exigir uma boa atitude nos seus filhos para com trabalho, a fim de que eles sejam dedicados ao trabalho; fazendo aquilo que glorifica a Deus e edifica ao seu próximo.

c) Descanso – Como você fala sobre o dia de descanso que Deus
estabeleceu já na época da criação? Como você mostra que este descanso é importante? Os pais devem mostrar aos seus filhos que é absolutamente necessário descansar das nossas obras normais para adorar a Deus. Os pais têm a responsabilidade de ensinar os seus filhos em preparação para este dia (acho que seria bom se cada pai desafiasse o seu filho a considerar tornar-se um ministro da palavra ou um oficial na igreja), para a celebração deste dia (dando ofertas ao Senhor, cantando em casa também, ouvindo e discutindo a pregação), e para a aplicação deste dia em todas as partes da vida.

3.3.4. Educação formal (Deuteronômio 6, Provérbios)
Muitas vezes os pais não têm condições para ensinar os filhos direito. Então, embora sejam os responsáveis, eles concedem uma parte da responsabilidade de educar os seus filhos a profissionais. Os recursos dos outros são necessários para nos ajudar com a nossa responsabilidade. Aí começa a educação formal – temos de usar esta educação se for necessário, mas sempre avaliando o que foi dito e ensinado – para proteger os nossos filhos e ensiná-los no temor do SENHOR. Penso que devemos colocar esta educação formal (nas escolas) debaixo da educação informal ou contínua dos pais.

3.3.5. Educação contínua (2 Timóteo 1.5; 3.14-15)
Deus é o SENHOR da aliança. Ele edifica a igreja através das gerações.
Os pais continuam ensinar os seus filhos depois que eles casam ou saem de casa. Os pais passam o ensino bíblico para a próxima geração. É necessário estar disponível para os seus filhos, até chamando-os ao arrependimento se pecarem. Os pais devem ensinar os netos sobre a fé, especialmente se os seus filhos não os estão ensinando. Sua sabedoria, sua atitude, seu amor, e a sua paciência podem exemplificar o trabalho do Espírito Santo. Os avós sempre são testemunhas de amor e fidelidade do SENHOR. A fé continua duma geração para a próxima geração, até a volta de Cristo. Suas ações afetarão a vida dos seus netos…

4. No meio dos pecados dos pais e das suas crianças, os pais devem mostrar a obra graciosa de Cristo, para que a criança possa reagir com alegria

4.1. Cristo redime as nossas famílias –
Surgem pecados nas nossas famílias – solteiros pecam, casais pecam, pais pecam, avós pecam e crianças pecam. Confessamos que estaríamos perdidos, não fosse a obra de Cristo. Assim, lembramo-nos que Jesus Cristo morreu pelos pecadores – Ele nos perdoou e agora, diz Paulo, temos que perdoar outros (Efésios 4.28). Então há confissão de pecado e perdão dos pecados nas casas dos cristãos. Pais não podem guardar ressentimento contra os seus filhos. Perdão é importante.

4.2. Sempre falamos sobre Cristo!
- Para os cristãos, o lar é cheio de alegria – sempre. Até no meio das
tribulações, os pais entendem o trabalho de Jesus Cristo e as promessas da aliança. Todo dia, os pais agradecem ao Pai Celestial por todas as bênçãos; eles mostram alegria aos seus filhos. Os cristãos são os mais alegres no mundo inteiro porque foram resgatados da boca da serpente e têm a promessa da vida eterna. Eles têm uma perspectiva positiva – há uma celebração contínua nos seus corações, não estão com meio do nada – os seus filhos devem celebrar a fé junto com os pais.

E. Conclusão: O privilégio

É bom reconhecer a ordem nas Escrituras em primeiro lugar. Os filhos são presentes do SENHOR para os casais. Os casais têm a responsabilidade de ensinarem os seus filhos no temor do SENHOR, mostrando as promessas que foram significadas no batismo. Os pais têm o privilégio de criar várias crianças durante um período de mais ou menos 20 anos, para que sirvam a Deus com alegria no seus casamentos, no seu trabalho, e em sua adoração formal ao SENHOR. Os pais têm o privilégio de acompanhar os seus filhos durante os anos do casamento e criação da família; os pais têm o privilégio de ver os filhos dos seus filhos (os netos) continuarem no serviço do Deus santo e verdadeiro. Assim foi e ainda é a vontade do SENHOR.

Por causa do pecado, vemos muitas coisas tristes. Vemos crianças que não têm um pai em casa, e o ensino masculino dos pais que é necessário tanto para os meninos como para as meninas. Então vemos sofrimento, e rebelião, e tristeza. Vemos fornicação e adultério, e ainda que os pais não cheguem ao ponto de fazer um aborto, há crianças abandonadas emocionalmente. Vemos pais que não entendem o evangelho de Cristo, e então não preparam os seus filhos para servir a Deus – não falam nada sobre o propósito de casamento; não falam nada sobre a vontade do SENHOR com respeito ao nosso trabalho (quais áreas são proibidas, trabalho e o domingo, o uso do dinheiro no reino de Deus), e nunca mostram adoração ao SENHOR debaixo da pregação fiel.

É muito triste – e por isso, regozijamo-nos quando ouvimos o evangelho de Cristo – pois existe perdão para os nossos erros; existe um caminho à vida eterna, até para os nossos filhos… e este caminho está em Cristo.

Você pode tomar conta dos seus filhos por alguns anos – Deus lhes deu os filhos e depois de alguns anos de treinamento você os devolve ao serviço do SENHOR na Igreja. Que os pais, encorajados e orientados pelos seus próprios pais, aceitem a sua responsabilidade, ensinem os seus filhos, e os apresentem ao SENHOR para que — como nos diz a Forma para o batismo dos infantes — “no dia do último juízo, seu filho apareça com franqueza perante o tribunal do Filho de Deus.

O pastor Julius VanSpronsen é missionário das Igrejas Reformadas do Canadá servindo as Igrejas Reformadas do Brasil.

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